“The Winner Takes It All” ou “Tudo Ao Vencedor”

Versão da música “The Winner Takes It All” para o musical “Mamma Mia!” assinada por Claudio Botelho e vigorosamente interpretada por Kiara Sasso.
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Musical "Mamma Mia!" traz canções do ABBA em versão brasileira
A história --conhecida por aqui pelo filme de 2008, com Meryl Streep-- se passa em uma bucólica ilha grega. Sophie (Pati Amoroso) está prestes a se casar e descobre três homens que podem ser seu pai: o arquiteto Sam (Saulo Vasconcelos), o empresário Harry (Clato Caccic) e o aventureiro Bill (Carlos Arruza). Resolve, então, convidá-los para seu casamento sem dizer nada a sua mãe, Donna (Kiara Sasso).
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Mamma Mia: no ritmo do Abba
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ADRIANA DEL RÉ
Há 11 anos em cartaz em Londres, onde estreou, Mamma Mia! ainda se mantém no topo dos musicais mais vistos da capital inglesa. E olha que o circuito local é bem servido de espetáculos do gênero: Billy Elliot, Dirty Dancing, Flashdance, entre tantos outros.
É possível se pensar em motivos que justifiquem anos de sucesso. Talvez o mais plausível: uma história leve, passada na ensolarada Grécia e com trilha sonora inspirada na obra da banda pop sueca ABBA.
De Londres, o musical ganhou o mundo. Já passou por 270 cidades, foi traduzido para 14 idiomas (incluindo japonês, coreano, dinamarquês e russo), assistido por mais de 45 milhões de pessoas e arrecadou US$ 2 bilhões de bilheteria.
Atualmente, pode ser visto em 11 teatros mundo afora. Mas a lista vai aumentar: o espetáculo inicia temporada no Teatro Abril, em São Paulo, a partir de quarta-feira (dia 10), para convidados, e quinta (dia 11), para o público.
Os brasileiros agora poderão acompanhar, em versão para o português, as aventuras e desventuras de Donna, que teve, ainda muito jovem, sua filha Sophie. Anos se passaram. Prestes a se casar e sem saber quem é seu pai, Sophie convida para o casório três antigos namorados de sua mãe, Sam, Harry e Bill – e, automaticamente, candidatos a seu pai.
Para ser montado no Brasil, Mamma Mia! precisou passar por uma série de procedimentos, para garantir o padrão do espetáculo, a exemplo do que acontece em outras partes do mundo. Exigência dos “chefes” Benny Andersson e Björn Ulvaeus, compositores e fundadores do ABBA.
Para tanto, o diretor Robert McQueen, o diretor musical David Holcenberg e a coreógrafa Janet Rothermel estão em São Paulo, desde setembro, para orientar os atores brasileiros durante os ensaios.
Para ajudá-los na empreitada, Claudio Botelho, com know how no ramo, assina as letras vertidas para o português. “Contar a história no idioma do país onde o musical está sendo encenado ajuda muito”, explicou Holcenberg, em conversa com a imprensa, depois da passagem de algumas cenas, nesta semana. “Nesse processo, é importante que as canções sejam entendidas. Isso cria uma aproximação com a banda”.
As músicas assumem o papel de ajudar na narrativa dos personagens. E como, na opinião da equipe estrangeira, ABBA é muito popular no Brasil, fazia todo sentido encerrar o musical com números de Dancing Queen e Mamma Mia cantados na versão original, em inglês. “Não é para ser um tributo”, ressaltou Robert McQueen.
Versão para o cinema
Com investimento de US$ 12 milhões, a montagem brasileira conta com 32 atores e 10 músicos. Entre os protagonistas, Kiara Sasso conquistou o papel de Donna e Saulo Vasconcelos, o de Sam. Amigos longe das coxias, os dois atores já trabalharam juntos em outros espetáculos de sucesso no Brasil: A Bela e a Fera, O Fantasma da Ópera e A Noviça Rebelde. E agora voltam a dividir o palco.
O acúmulo de experiência no formato fez com que Kiara e Saulo – que interpretam e cantam lindamente – virassem nomes fortes do teatro musical brasileiro. Nem por isso, afirmam eles, foram privilegiados. E tiveram de passar por testes, como os demais atores.
Aos 31 anos, Kiara chegou a pensar em não tentar o papel, por se achar jovem demais. Isso porque, assim como a atriz, outras pessoas passaram a ter como referência a Donna vivida por Meryl Streep, na ótima versão cinematográfica do musical.
“Achei que não tinha chance. Mas como não estavam encontrando a atriz para o papel, pedi para fazer o teste e passei”, lembrou Kiara, que na época estava no elenco de O Médico e o Monstro. “Para nós, é importante encontrar a atriz certa, não a idade certa”, sentenciou a coreógrafa Janet Rothermel.
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Chega a São Paulo o musical Mamma Mia!
Musical estreia dia 11 de novembro no Teatro Abril, trazendo sucessos do grupo ABBA.
Renata Ribeiro - 6/11/2010 - 17h54

Em coletiva de imprensa, na última quinta-feira (4/11), foram apresentadas quatro passagens de cena do esperado musical “Mamma Mia!”, que estreia em São Paulo, no Teatro Abril, no próximo dia 11 de novembro.
As musicas apresentadas foram "The Winner Takes It All", "Money, Money" (as duas em português), "Mamma Mia" e "Dancing Queen" (em ingles).
O musical traz os sucessos do grupo sueco ABBA, “As músicas são cantadas no idioma local, para que sejam entendidas e possam aproximar o público da história”, explicou o diretor associado, Robert McQueen.
Kiara Sasso falou do desafio de não fazer o papel da mocinha, “Tive que buscar emoções pela qual ainda não passei, é saída de uma filha de casa que vai se casar, encontrar seu caminho. Eu ainda não tenho filhos. Mas Robert McQueen é o responsável por eu ter encontrado esses sentimentos”.

“Sair de um gato, um personagem que não era humano, e fazer este personagem sem máscara é muito bom”, falou Saulo Vasconcelos sobre seu personagem Sam, um dos possíveis pais da atriz Pati Amoroso (Shophie, a filha).
A produção nacional tem versões de Cláudio Botelho, orquestra com dez músicos e 32 atores. Os figurinos e cenários são originais e letras com versão em português feitas por Cláudio Botelho.
O espetáculo já foi traduzido em 14 idiomas (japonês, italiano, dinamarquês, entre outros) e está sendo apresentado simultaneamente em onze diferentes teatros do mundo. É sucesso desde sua estreia em Londres em 1999.
Serviço:
MAMMA MIA!
Realização: Time For Fun
Apresentação: Bradesco Seguros
Co-Patrocínio: Cielo e Telefônica
Mais informações: http://www.mammamia.com.br
Local: Teatro Abril – Av. Brigadeiro Luis Antônio, 11 – Bela Vista / SP
As quartas, quintas e sextas às 21:00Hs
Sábados às 17:00Hs e 21:00Hs
Domingos às 16:00Hs e 20:00Hs
Duração: 2h:40min (com intervalo de 20 minutos.)
Musicais ganham espaço nos palcos paulistanos
Com a estreia de 'Mamma Mia!', gênero que engatinhava em 2000 mostra força e atrai cada vez mais amantes da arte
Por Dirceu Alves Jr. 10/11/2010.
No embalo das canções da banda sueca Abba: 32 nomes peneirados entre 3 000 currículos
A partir de quinta (11), o palco do Teatro Abril, transformado outras vezes em castelos, campos de batalha e em um grande depósito de lixo, será uma paradisíaca ilha grega. Nesse cenário à beira-mar, ensolarado e com tipos trajando roupas leves e despojadas, é ambientado o musical ‘Mamma Mia!’. Criado por Catherine Johnson com base em 23 canções de Benny Andersson e Björn Ulvaeus popularizadas pela banda sueca Abba, o espetáculo lançado em Londres em 1999 faz sucesso por onde passa com sua leveza e alto-astral. Já foi traduzido para catorze idiomas, aplaudido por 42 milhões de pessoas em trinta países e, em 2008, chegou aos cinemas em uma adaptação tendo a atriz Meryl Streep à frente do elenco. Com previsão de permanecer em cartaz pelo menos até o fim do primeiro semestre de 2011, a montagem brasileira reúne 32 atores e é liderada por dois dos principais nomes do teatro musical do país: a atriz Kiara Sasso, de 31 anos, que acumula dezesseis espetáculos no currículo, entre eles ‘A Bela e a Fera’ (2002) e ‘A Noviça Rebelde’ (2008), e o ator Saulo Vasconcelos, de 36 anos, lançado em ‘Les Misérables’ (2001) e consagrado como o protagonista de ‘O Fantasma da Ópera’ (2005).
Para Saulo, que enfrentava duas horas de maquiagem para interpretar o sujeito deformado do espetáculo de Andrew Lloyd Webber ou padecia de calor com o figurino de ‘Cats’, o personagem Sam, de ‘Mamma Mia!’, é um refresco. “Poderia chegar até trinta minutos antes da sessão para vestir a bermuda, a camiseta e calçar os chinelos, mas combinamos com a equipe que estaremos aqui com uma hora de antecedência”, brinca ele, intérprete de um dos três possíveis pais de Sophie, papel da atriz Pati Amoroso. Kiara Sasso penou com o vestido de 20 quilos usado em A ‘Bela e a Fera’, mas agora passa a maior parte do tempo de macacão jeans, sapato baixo e cara limpa, bem ao estilo riponga de Donna Sheridan. “A exigência aqui é outra”, diz ela, referindo-se ao rigor nos números musicais. Sem efeitos especiais mirabolantes nem cenários grandiosos, o encanto vem mesmo de 23 canções como ‘Dancing Queen’, ‘The Winner Takes It All’, ‘Money, Money, Money’ e, claro, ‘Mamma Mia!’, vertidas por Claudio Botelho para o português.
Como a música é a alma do negócio, ter gogó afinado, dança no pé e atuar com desenvoltura torna-se fundamental na luta por um lugar no palco. Para chegar aos 32 nomes finais, 3 000 currículos foram avaliados e 2 000 candidatos, a maioria com experiência prévia e muitos titulados fora do país, passaram por audições em setembro. Sim, o espetáculo ganhou forma em dois meses, como é regra na Broadway. Enquanto se definiam os últimos integrantes do elenco, os músicos se familiarizavam com as partituras, a luz era afinada e os figurinos, confeccionados. Os ensaios diários duraram uma média de dez horas, com uma folga semanal avisada na véspera. “Até uma década atrás, as pessoas reclamavam dos horários e do rigor exigido, mas hoje quem entra em um musical desse porte sabe que a coisa precisa ser assim ou não vai segurar a onda de uma temporada”, afirma o diretor e coreógrafo residente de ‘Mamma Mia!’, Floriano Nogueira, que integrou as equipes de ‘Miss Saigon’, ‘A Bela e a Fera’ e ‘Cats’. “Essa consciência faz com que encontremos nas audições candidatos muito mais bem preparados e sérios que no passado.”
Em novembro de 2000, em um galpão do bairro da Bela Vista, o produtor e diretor Billy Bond penou para recrutar o cast de ‘Les Misérables’, musical que inaugurou o Teatro Abril, cinco meses depois, e deu início a esse ciclo. Raros eram os casos como o das atrizes Sara Sarres, Ester Elias e Alessandra Maestrini, que desde a adolescência estudavam teatro, canto lírico e dança. Até então, ouviam-se cantores de bares noturnos e estudantes universitários com formação erudita. “A gente pegava o candidato que mais se aproximava do personagem e, depois, durante os ensaios, lapidava a interpretação”, lembra Bond, que chamou para os testes de ‘Les Misérables’ atores que haviam participado de ‘Rent’ e ‘O Beijo da Mulher Aranha’, seus espetáculos anteriores, além de alguns que haviam sido reprovados, caso de Saulo Vasconcelos.

Com o sucesso dessas produções, uma nova geração se educou e se empenhou para ingressar no gênero. As famílias enxergam como um investimento pagar aulas de canto e dança. Incentivam, inclusive, os filhos e netos a viajar para Nova York ou Londres e assistir às versões originais lá fora. “Foi minha avó que, durante um almoço, sugeriu que eu desistisse de ser médica para me dedicar plenamente ao palco”, conta Pati Amoroso, de 20 anos, que, depois de fazer no primeiro semestre ‘Bark! Um Latido Musical’, promete despontar em ‘Mamma Mia!’. A internet também aumentou o alcance para pesquisas e, com os vídeos encontrados no YouTube, os interessados podem estudar em cima das performances de astros e estrelas internacionais. “Ao contrário da televisão, onde há diversas outras questões que norteiam as contratações, nos musicais o fundamental é estar preparado e há chance para novatos o tempo todo”, afirma Claudio Botelho, que, ao lado de Charles Möeller, dirigiu 'O Despertar da Primavera' e ‘Hair’, recém lançado no Rio de Janeiro, com elenco dominado por atores com menos de 25 anos. “É um mercado muito competitivo, mas generoso, pois ninguém precisa ser famoso para ser um protagonista”, completa Botelho.
Novidade para público e artistas
Se parecia uma tarefa árdua recrutar gente para subir ao palco durante a pré-produção de ‘Les Misérables’, a certeza de lotar a plateia com “uma cópia dos espetáculos lá de fora” também passava longe. O produtor e diretor Billy Bond lembra que, três semanas antes da estreia no Teatro Abril, em 2001, apenas setenta ingressos estavam vendidos, e as filas ganharam forma na Avenida Brigadeiro Luís Antônio somente às vésperas do início da temporada. Com o alívio da casa cheia e a disputa cada vez maior pelas entradas, veio uma decepção: a frieza dos espectadores. Pouco familiarizado com o gênero, o público aplaudia somente no fim da apresentação. Com o passar das semanas, os próprios atores começaram a puxar as palmas da coxia entre um número e outro, mostrando que não era feia a manifestação em cena aberta.

Nos onze meses em que permaneceu em cartaz, a adaptação de Claude-Michel Schönberg e Alain Boublil para o romance de Victor Hugo encantou 350 000 pagantes e começou a mudar a imagem do gênero no Brasil. Mas, só a partir de ‘A Bela e a Fera’, montagem vista por 600 000 pessoas entre junho de 2002 e dezembro de 2003, os atores perceberam o estabelecimento de uma continuidade. “Foi naquele momento que vi que eu poderia me sustentar como atriz de musicais”, diz Kiara Sasso. Também de ‘Mamma Mia!’, o ator e bailarino Cleto Baccic, de 40 anos, nessa época ganhava a vida como comissário de bordo em Los Angeles. Ele nunca abandonou os cursos de canto e dança e, enquanto aguardava um papel de destaque, integrou os elencos de ‘Tieta do Agreste’ ( 2007) e ‘Cats’ (2010), além de empresariar colegas como os atores Sara Sarres e Saulo Vasconcelos. “Passei a fazer uma gestão de carreira, estabelecendo o que cada artista precisa para sua imagem”, afirma Baccic.
Um nome que pode causar surpresa nos créditos da produção é o da atriz Rachel Ripani, de 35 anos. Conhecida pelas peças ‘Closer’ e ‘O Inimigo do Povo’, além da novela ‘Caras & Bocas’, da Rede Globo, ela interpreta a perua Tanya, a melhor amiga da protagonista Donna. “Comecei a estudar canto e dança em 1992 e, quatro anos depois, em Londres, fiz cursos de balé e música”, conta ela, que, para entrar em ‘Mamma Mia!’, abandonou na metade a temporada da comédia ‘Vamos?’, ainda em cartaz no Teatro Imprensa. “Tudo aconteceu ao mesmo tempo. Optei pelo meu grande sonho.”

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